segunda-feira, 23 de abril de 2007

A Excepção e a Regra - Estreia a 27 de Abril


A Excepção e a Regra, de Bertotl Brecht, encenação de Julio Castronuovo

Estágio artístico dos alunos do 3º ano do Curso de Teatro e Educação de ESEC, com colaboração e produção d' O Teatrão



A Excepção e a Regra é um dos textos mais conhecidos e mais representados de toda a vasta obra Brechtiana. Em Coimbra foi levado a cena em tempos de luta estudantil, em 1969 no CITAC e já em 1976 no TEUC. Tempos em que se acreditava que o mundo podia, devia mudar. Foi também nos anos anteriores à queda da ditadura que Júlio Castronuovo chegou a Coimbra. Em 70 encenou Imperador Jones de Eugene O’Neil e em 72 Woyzeck de Buchner.
Em 2007, em Coimbra, cruzam-se o texto de Brecht e Júlio Castronuovo porque ambos se mantém actuais, inquietos. Se alguns perderam o fôlego, desistiram de discutir, de intervir e de pensar, outros há que continuam a questionar.
Em A Excepção e a Regra há fortes e fracos, exploradores e explorados, há homens que competem pelo petróleo e que para o ganharem não olham a meios, há uma justiça injusta que defende os poderosos, há actualidade.
Levar hoje a cena este texto é agir, ir bem próximo do espectador e fazê-lo pensar. É não se conformar.



Sinopse


Esta peça didáctica de Brecht conta-nos a história de um Comerciante que, com a sua expedição, tenta atravessar um deserto na Ásia para alcançar uma concessão de petróleo em Urga. A expedição do Comerciante compete com uma outra que os segue de perto. O Comerciante trata rudemente os seus subordinados. No seco deserto, após ter despedido o Guia da expedição por suposta insubordinação, o Comerciante obriga o Cule a grandes esforços. Quando as reservas de água escasseiam, o Cule recorre a um cantil de reserva dado pelo Guia, que o Comerciante confunde com uma pedra e, por isso, com um ataque. Assim, o Comerciante mata o Cule. No subsequente julgamento é provado que o Cule só tentava ajudar o Comerciante. O Juiz alega, no entanto, que o Cule tinha todas as razões para odiar o Comerciante e que este último não poderia prever um acto de bondade do seu subordinado. O Comerciante agiu pela regra e não pela excepção. Um acto de bondade, de ajuda ao próximo é uma excepção e, segundo o Juiz, deve o homem reger-se pela regra.

27 de Abril a 4 de Maio, pelas 21h30

29 de Abril às 19h00

Museu dos Transportes

Bilhetes a 3€

Informações e reservas: 239 714 013 / 91 461 73 83 / geral@teatrao.com

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Estreia a 7 de Fevereiro: O Efeito dos Raios Gama nas Margaridas do Campo

Grafismo de Sofia Frazão
Foto de Paulo Abrantes

A 33ª produção d' O Teatrão, O Efeito dos Raios Gama nas Margaridas do Campo, de Paul Zindel, com encenação de João Mota, director artístico d' A Comuna - Teatro de Pesquisa, tem estreia prevista para dia 7 de Fevereiro e conta com a colaboração da IX Semana Cultural da Universidade de Coimbra. A peça proporcionou, em 1971, o Pulitzer Prize for Drama ao autor.
Sinopse: Beatriz Hunsdorfer é uma mulher amarga, de língua afiada, que recebe em casa uma velha inválida como inquilina para ajudar a criar as suas duas filhas. Uma das filhas, Rute, é bonita e tem, frequentemente, ataques epilépticos. Matilde, a filha mais nova, não tem beleza aparente e é quase patologicamente tímida, possuíndo, no entanto, um talento intuitivo para as ciências. Motivada pelo seu professor de Física, Tillie realiza uma experiência sobre os efeitos dos raios gama nas margaridas do campo. Com esta experiência, Tillie ganha o prémio no concurso de ciências na sua escola – e provoca também o clímax arrasador da peça: orgulhosa e invejosa e, simultaneamente, demasiado afectada com as suas próprias mágoas para aceitar o sucesso da sua filha, Beatriz só mutila quando precisaria amar, critica quando quer louvar. Torturada, ela é vítima quer da sua própria natureza quer da cruel realidade que é a sua vida. Mesmo assim, a experiência de Tillie discute a possibilidade de que uma vida cheia de esperança pode surgir dum solo infértil e contaminado. Esta é a questão intemporal da peça, a raiz do seu poder emocionante e da sua verdade.


Site oficial do autor: http://www.paulzindel.com/
Maiores de 12
7 a 25 de Fevereiro e 7 a 18 de Março
Sessão especial a 27 de Março (Dia Mundial do Teatro)
Quarta a Sábado: 21h30 / Domingo: 19h00
Museu dos Transportes - Rua da Alegria (atrás do Hotel Ibis)

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Peer Gynt entre os melhores do ano para o jornal Público


No ano Ibsen, o espectáculo Peer Gynt, co-produzido pela ESEC e pel' O Teatrão e encenado por Antonio Mercado, foi considerado pelo jornal Público, no suplemento Y da edição de 29 de Dezembro, um dos melhores de 2006, no panorama teatral português.

O reconhecimento deste espectáculo é resultado do esforço conjunto de instituições e pessoas, que directa ou indirectamente, tornaram possível todo o Ciclo Ibsen do qual fazia parte a montagem de Peer Gynt.

Este destaque obriga-nos a procurar, cada vez mais, o rigor e a pertinência das nossas propostas, no sentido de percebermos em conjunto - palco e plateia, para onde caminhamos.

Essa é a nossa vontade para 2007 e para isso cá estamos!


terça-feira, 24 de outubro de 2006

O Teatrão apresenta "As Três Rainhas Magas"



É Natal. Os três Reis Magos resolveram seguir a luz da estrela até à gruta onde nasceu o filho do Salvador. Vão de camelo e levam oferendas para celebrar este acontecimento: Ouro, Incenso e Mirra.
Mas os Reis deixam em casa as suas três Rainhas, solitárias e tristes, que nunca podem acompanhar os maridos nas suas andanças e aventuras.
As três Rainhas, de seus nomes, Grimpa, Mecha e Redepente, fartas de cozinhar e lavar roupa, decidem protestar e partir de viagem até Belém. Mas os seus queridos maridos esgotaram toda a frota de camelos! Levam então girafas importadas! Mas é feio chegar a uma festa e não levar presentes… e os seus Reis não deixaram a chave da gaveta da moedas…
Decidem, então, resolver o problema bem à moda das mulheres: levar os ingredientes para um belo manjar.
Já na gruta, são as três Rainhas Magas que vestem o menino e que deliciam todos com uma maravilhosa refeição – até ali ninguém havia comido! - Faz-se uma festa animada onde rainhas, reis, pastores, camponeses e até burros e vacas dançam! São todos diferentes, mas juntos, inventam a Ceia de Natal.

A 32ª produção d' O Teatrão foi criada a partir do texto homónimo de Renata Pallottini, uma conceituada dramaturga e guionista brasileira. Para O Teatrão é a oportunidade de trabalhar um texto que parte de um dos mitos fundadores do homem contemporâneo – o nascimento de Jesus – e com muito humor, música e cor introduzem-se novas personagens –as Rainhas Magas. Acrescenta-se à história conhecida a ficção que nos permite discutir com o público alguns dos problemas do homem actual: um mundo cheio de clivagens e assimetrias de ordem cultural, económica, política, religiosa, sexual; onde teimamos em não ser tolerantes e ter a capacidade de conviver na diferença. Esta é a discussão que queremos fazer com o público que vier ao Museu dos Transportes de 9 de Novembro até 6 de Janeiro de 2007 assistir a esta comédia.

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De 9 de Novembro a 30 de Dezembro _ Sessão especial no dia 6 de Janeiro de 2007

Segunda a Sexta (para escolas): às 10h30 e às 15h00

Sábado: às 17h00

Preço dos bilhetes:

Normal _ 8 €

Estudante _ 5 €

Grupos de + de 10 pessoas _ 3 €

Informações e reservas:

239 714 013 / 91 461 73 83 / reservas@teatrao.com

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Setembro - Dezembro: Apresentação

Enquanto aguardamos a nossa mudança para a Oficina Municipal de Teatro, prevista para breve, continuamos a desenvolver a nossa actividade e a programar o Museu dos Transportes (MT) numa lógica de formação e também de fidelização de um novo público d’ O Teatrão: o público jovem / adulto da cidade de Coimbra que encontra no teatro a possibilidade de discussão de ideias.

De facto, o MT tem sido um interessante ponto de encontro de gerações, em contacto com os novos projectos do panorama teatral português. A forte afluência de público à nossa programação, aliada à capacidade de comunicação com o público dos projectos que realizamos e que acolhemos, responsabiliza-nos, com grande prazer, no sentido da exigência de uma qualidade na nossa oferta.

O regresso da ESTE – Estação Teatral da Beira Interior a Coimbra, a Companhia Paulo Ribeiro, com uma encenação de John Mowat e a APA – Actores Produtores Associados /CCB, com Manuel Wiborg a dar corpo às palavras de Gonçalo M. Tavares, marcam a abertura da temporada de acolhimentos de 2006 / 2007, durante este quadrimestre.

Em Novembro, O Teatrão estreará a sua próxima produção, As Três Rainhas Magas, um espectáculo para todas as idades, que promete, ludicamente, dessacralizar o mito dos Reis Magos e da adoração do Menino, colocando questões, a nosso ver muito actuais, em torno da multiculturalidade, de como é possível que a convivência entre diferentes se torne celebração.

Paralelamente, e pelo quinto ano, promovemos as Classes de Teatro, ponto alto do projecto pedagógico d’ O Teatrão. Destinadas a crianças e jovens entre os 6 e os 20 anos, as Classes têm como objectivo, através da utilização de ferramentas da Expressão Dramática, desenvolver as capacidades de comunicação e de expressão artística num contexto de colectivo.
E é assim que após 1.113 apresentações de espectáculos próprios para 102.980 espectadores, após todos os acolhimentos, classes, leituras. Após muitos esforços e muitas alegrias vos convidamos: VENHAM, É PARA VÓS!!!