terça-feira, 5 de julho de 2011

The TEAM em Coimbra

Como seria o império visto de Roma?

A companhia norte-americana The TEAM (Theatre of the Emerging American Moment) volta a Portugal depois do sucesso das apresentações de Architecting, na Culturgest, em 2009, para apresentar uma visão única, crítica e compassiva, dos Estados Unidos da América. Desta feita presenteiam o público português com o seu último trabalho, Desvio da Missão (Mission Drift), que faz a sua estreia mundial na Culturgest (inserido na programação do Festival de Almada) e viaja até Coimbra para duas apresentações na Oficina Municipal do Teatro, antes de seguir para Edimburgo e Salzburgo. O centro do império vê-se melhor a partir das extremidades.

Na passagem por Coimbra os The TEAM vão orientar um workshop de quatro dias, destinado a profissionais e estudantes de teatro.

A COMPANHIA

Os The TEAM têm como projeto dissecar e celebrar a experiência de viver na América hoje. Triplos vencedores do prémio Fringe First do Festival de Edimburgo, integraram a lista de espetáculos do ano da Time Out – Nova Iorque em 2007 e do Público em 2009 (pela apresentação na Culturgest de Architecting). Os seus espetáculos foram vistos em alguns dos mais importantes teatros de Nova Iorque e tiveram digressão nacional e internacional.


O ESPETÁCULO

Desvio da Missão é uma espécie de musical contemporâneo, criado no calor do deserto de Las Vegas pela companhia nova-iorquina The TEAM: «uma viagem de pioneiros que atravessa os Estados Unidos de Leste a Oeste, contada com a ajuda de explosões atómicas, lagartos bailarinos e música que funde o brilho espampanante de Las Vegas com as baladas do Oeste e os blues do Sul. A narrativa acompanha um casal holandês imortal através do tempo e do espaço americanos, desde a colónia de Nova Amesterdão em 1624 até à Las Vegas do presente, onde o sonho de uma fronteira eterna e da bonança perpétua se está a desfazer. Sobre tudo isto reina Miss Atomic, uma mítica contadora de histórias, inspirada nos concursos de beleza dos anos 50, que celebrava as bombas testadas no deserto do Nevada. Ela é a criação e destruição, a sedução e devastação do capitalismo americano.»

DESVIO DA MISSÃO (Mission Drift)
Sala Grande da OMT| 22 e 23 de julho | Sexta e Sábado | 21h30
Estreia mundial e apresentações a 14, 15 e 16 de julho na Culturgest, integrado no Festival de Almada

Bilhetes: € 10 (preço único)


O WORKSHOP

Devising Dentro de uma Democracia é um workshop sobre estratégias de criação colaborativa, a partir dos processos da companhia The TEAM, em que os participantes trabalham em conjunto, discutindo como lidar com as fontes, como escrever enquanto companhia, como criar personagens e como fabricar significados, para gerar um trabalho original, dinâmico e aprofundado. Devising Dentro de uma Democracia afigura-se como uma oportunidade única para qualquer estudante ou profissional de teatro interessado em afinar as suas ferramentas pela bitola do que de melhor se faz do outro lado do Atlântico.

DEVISING DENTRO DE UMA DEMOCRACIA (Devising Within a Democracy)
Sala de Ensaios da OMT| 18 a 21 de julho | 11h às 15h

Número de participantes: 20
Inscrição: €100
Prazo de inscrição: 10/07

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Como seria o império visto de Roma?

A companhia norte-americana The TEAM (Theatre of the Emerging American Moment) volta a Portugal, para apresentar uma visão única, crítica e compassiva, dos Estados Unidos da América. Desvio da Missão (Mission Drift) faz a sua estreia mundial em Lisboa e viaja até Coimbra antes de seguir para Edimburgo e Salzburgo. O centro do império vê-se melhor a partir das extremidades.

Na passagem por Coimbra, os The TEAM vão orientar um workshop de quatro dias, destinado a profissionais e estudantes de teatro.

©Nick Vaughan

DESVIO DA MISSÃO (Mission Drift)
Sala Grande da OMT 22 e 23 de julho Sexta e Sábado 21h30

Estreia mundial e apresentações a 14, 15 e 16 de julho na Culturgest, integrado no Festival de Almada


©Nick Vaughan

DEVISING DENTRO DE UMA DEMOCRACIA (Devising Within a Democracy)
Sala de Ensaios da OMT 18 a 21 de julho 11h às 15h

Número de participantes: 20
Inscrição: €100
Prazo de inscrição: 10/07

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Saudades da Americana

É mais uma americana? Não. Erica mudou-se para cá, tendo por arma uma guitarra, e entre os seus discos de cabeceira estão os de Sérgio Godinho e Norberto Lobo. Folk luso-americana? Porque não? Venha matar saudades da América que não conheceu.

Julho é o Mês d’América na OMT. Começa com a atuação de Erica Buettner e segue com o workshop do grupo de teatro The TEAM, que apresentam Mission Drift a 22 e 23 de julho.

ERICA BUETTNER (música)
Tabacaria | 1 de julho | Sexta | 22h

Bilhete: € 5
Entrada gratuita para sócios da Lugar Comum

http://www.myspace.com/ericabuettner
http://prettysongsdontlie.blogspot.com/

terça-feira, 28 de junho de 2011

Rewind

REWIND (Música)
Tabacaria da OMT | 30 de junho | Quinta | 22h
DJ SET | 00H

Do you remember rock ‘n’ roll radio é o mote para esta noite na Tabacaria da OMT: uma viagem no tempo ao cuidado dos Rewind, banda de Pereira do Campo que vai revisitar as sonoridades de algumas das mais míticas bandas de sempre.

Os Rewind são uma banda de covers, Pop / Rock / Alternativa, formada por João Letra (guitarra), Jorge Reis (Bateria/voz), Francisco Caetano (Guitarra Baixo/voz), Juliana Pita (Voz) e Roberto Roxo (guitarra/voz). Começaram este projeto em 2008 com o objetivo de criar uma banda que voltasse atrás no tempo e que ao mesmo tempo os levasse para outra dimensão. Segundo a banda, «só assim se consegue sentir a música, só assim se consegue descobrir a essência de esta arte que não se trata de "querer fazer" mas sim, de "sentir".»
As suas influências situam-se entre os anos 50 e 90. Lembram-nos artistas como António Variações, Táxi, Aerosmith, Led Zeppelin, Pearl Jam, Nirvana, Pink Floyd, The Offspring, Radiohead, The Cranberries, Kiss, Scorpions ou James.

Após o concerto haverá festa com DJ Ska e Dr. Jack.

O preço único de entrada: € 3.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Espetacular e Real: as Artes entre a Espada e Parede

ESPETACULAR E REAL: AS ARTES ENTRE A ESPADA E A PAREDE (Ciclo de conversas)
Casa de Chá do Jardim da Sereia | 29 de junho | Quarta | 19h

É a última sessão. Desde janeiro passaram por este ciclo de conversas Pedro Marques, Luísa Pinto, Miguel Castro Caldas, Pedro Mantovani, Carlos Costa, Manuel Rocha, Filipa Malva, Sérgio Dias Branco e Francisco Beja. Depois das três primeiras sessões do ciclo, em que discutimos o papel dos teatros municipais e das companhias independentes, dos dramaturgos e dos encenadores, dos festivais diários e das performances quotidianas, continuámos o nosso ciclo sobre o lugar do teatro num contexto de espectacularização do eu e das comunidades. Encerramos com uma discussão na qual participam artistas ligados à comunidade (caso de João Pedro Vaz nas Comédias do Minho, nos concelhos de Paredes de Coura, Valença, Monção, Melgaço e Vila Nova de Cerveira; e de Fernando Moreira, em Paredes) ou cuja dramaturgia retrata diretamente a realidade nacional (tanto Fernando Moreira como Sandra Pinheiro). O teatro deve tentar mudar alguma coisa? Como?

POR TRÁS DA TELA QUEM ESTÁ?

A cultura da televisão e da publicidade enfrentam atualmente a concorrência da cultura da internet, dos jogos online e do sexo virtual, escreveu Maria Rita Kehl (Prémio Jabuti 2010) num influente artigo de 2005, «Muito além do Espetáculo» (www.mariaritakehl.psc.br). Será que vivemos numa sociedade do espetáculo?

E onde fica o teatro no meio disto? O que está para além da espectacularização diária? Qual é o papel da arte no mundo contemporâneo?

João Pedro Vaz, ator, diretor do projeto Comédias do Minho, Fernando Moreira, ator, encenador e dramaturgo, e Sandra Pinheiro, dramaturga, concluem o ciclo Espetacular e Real, desta vez na Casa de Chá do Jardim da Sereia, numa conversa moderada por João Maria André.

JOÃO PEDRO VAZ nasceu no Porto em 1974. Iniciou-se no TEUC (Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra) a cuja direção pertenceu em 1995/6.; Foi cofundador e codiretor da ASSéDIO entre 1998 e 2001 e colaborou ainda com o TEP e o TNSJ, no Porto e, em Lisboa, com o T. Aberto, T. Meridional e T. da Cornucópia, o T. Maria Matos e o TNDMII entre outros. Ator desde 1994, encenador desde 2011, trabalhou com diversos encenadores e em múltiplos projetos. É diretor artístico das Comédias do Minho desde outubro de 2009.
Recebeu o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte – Teatro 2000 (MC/IPAE), o The Best of Porto – Melhor Ator Teatro 2005 (Esc. de Comércio Externo) e foi nomeado para os Globos de Ouro SIC – Melhor Ator Teatro 2002. O seu espetáculo Ego teve duas nomeações no Prémio Autores 2010 (SPA/RTP). As Comédias do Minho receberam em 2010 o Prémio Norte Criativo (CCDR-N e JN).


FERNANDO MOREIRA (Porto 1968) é ator, encenador e dramaturgo.
Como ator trabalhou com diversas estruturas teatrais, nomeadamente com o Teatro Nacional São João/Teatro Carlos Alberto e o Teatro Experimental do Porto, com os encenadores Ricardo Pais, José Carretas, Giorgio Barberio Corsetti, Nuno Cardoso, Nuno Carinhas, Júlio Castronuovo, entre outros.
Encenou vários espetáculos no Teatro Experimental do Porto, Teatro Artimagem, Panmixia, TZero, entre outras. Enquanto dramaturgo escreveu mais de 10 obras em grande parte já representadas.

SANDRA PINHEIRO (Guimarães, 1977) é uma dramaturga portuguesa.
Autora das peças ”Emprateleirados” Prémio Miguel Rovisco 2003 (Teatro da Trindade/Inatel), “Homens de cá e de lá”, ”Os filhos de Teresa” distinguida com uma Menção Honrosa pelo júri do Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno 2009, “Os trabalhadores invisíveis” e “Como ser feliz em apenas 5 dias”. Participou em workshops de escrita com José Sanchis Sinisterra, Linda Seger e com Andrea Thome e Michael Bradford da Lark Play Development Centre. Em julho de 2009 participou na residência de escrita dramática do Royal Court Theatre, em Londres, com uma bolsa da DGArtes e da Fundação Calouste Gulbenkian, onde trabalhou sobre o texto “Os trabalhadores invisíveis”, sobre a realidade das fábricas do Norte de Portugal.