segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Leitura de Contos de António Torrado
sábado, 16 de agosto de 2008
Temporada 2008 / 2009
> Leitura de Contos de António Torrado
7 de Setembro _ 11h30 _ Parque Verde (Junto ao Urso)
14 de Setembro _ 11h30 _ Parque Dr. Manuel Braga (Junto ao Coreto)
21 de Setembro _ 11h30 _ Mata do Choupal (junto ao Inst. do Desporto de Portugal)
28 de Setembro _ 15h00 _ a bordo d' O Basófias
Entrada livre
> Cabaré da Santa, encenação de Dagoberto Feliz
de 24 de Setembro a 2 de Novembro (interrompe a 12 de Outubro)
4ª a Sábado _ 21h30 / Domingo _ 19h00 _ Algures em Coimbra
> Mistério da Cidade de Hic-Hec-Hoc, de António Torrado, encenação de Deolindo Pessoa
de 13 de Novembro a 3 de Janeiro de 2009
Escolas _ 2ª a 6ª _ 10h30 e 15h00
Público Geral _ Sábados e Feriados _ 17h00
Local _ Algures em Coimbra
Bilhete normal _ 10€
Bilhete estudante e maiores de 65 anos _ 5€
Bilhete grupo de 10 ou + pessoas _ 4€
> Classes de Teatro e Classes de Dança
dos 6 aos 18 anos
Ano Lectivo 2008 / 2009 _ Inscrições de 1 a 26 de Setembro
Inscrição _ 10€
Propina Mensal _ 20€
Oficina Municipal do Teatro (sim, sim... ali em frente ao ISEC)
> Sessões de Expressão Dramática no Fórum Miúdos
28 de Setembro, 26 de Outubro e 30 de Novembro _ 11h30
FNAC _ Fórum Coimbra
Entrada Livre
Cabaré da Santa - Estreia a 24 de Setembro
Não havendo, ainda, certezas em relação ao local onde acontecerá o Cabaré da Santa, O Teatrão conta consigo aqui, ali ou acolá... Um espectáculo recheado de novidades!
O projecto Cabaré da Santa nasceu da cumplicidade encontrada entre duas companhias de teatro e, consequentemente, entre dois dramaturgos de Portugal e Brasil. O encontro entre os conimbricenses d’O Teatrão e os paulistanos do Folias D’Arte deu-se em 2005 com a vinda de Marco Antonio Rodrigues e Joana Mattei para Coimbra. A relação aprofundou-se por conta da vontade partilhada em procurar um lugar para o teatro contemporâneo que resulte da produção de pensamento.
Cabaré da Santa, escrito pelo português Jorge Louraço Figueira e pelo brasileiro Reinaldo Maia, parte da tradição de teatro musical e de revista e procura o seu equivalente contemporâneo. Simultaneamente, e a propósito dos 200 anos da ida da família real portuguesa para o Brasil, foi criada uma ficção que mistura factos históricos de diferentes épocas com invenções regadas com muita música e brincadeira. Tudo isto a propósito de uma discussão actual e pertinente sobre o que une e separa os dois países, as duas culturas.
SINOPSE
Um cabaré decadente renova as esperanças de alguma liquidez financeira por ocasião de uma visita de portugueses ao Brasil, durante as comemorações da chegada da corte ao Rio de Janeiro em 1807. Clandestino, viaja para Portugal um descendente dos monarcas portugueses, com o propósito de encontrar a fonte ou o lado de Eldorado, de onde jorram riquezas, e assim financiar a sua campanha eleitoral e ambições imperialistas. No Cabaré, encontra o seu meio-irmão gémeo, que partira anos antes, seguindo a mesma pista: a de um córrego oculto na cave de um cabaré na freguesia de Santa Cecília, onde ficou cliente, embora seguindo outros cursos. De modo a comprar apoios para a empreitada, promete cargos e benesses. Partem em viagem e, depois de algumas peripécias que nos fazem conhecer o verdadeiro Brasil, quase morrem afogados; mas escapam por um estreito túnel que, miraculosamente, vai dar à cave do cabaré de origem. Relendo o mapa, o Eldorado sempre esteve ali, percebem então. A fonte de liquidez se referia à lavagem de dinheiro, ao estelionato e à corrupção. Mas esse espaço está tomado no Brasil… De modo a restaurar o império, os portugueses decidem levar esse segredo para Portugal, de modo a torná-lo o 28.º Estado do Brasil e a partir daí concretizar os sonhos de poder. Mas levam também a reserva ética da nação, a capacidade de improviso e desenrasca, o optimismo… No cabaré ficam as mulheres, defendendo os conhecimentos sexuais milenares como património imaterial e tentando tombar o edifício. «Tanto mar a nos separar…» Portugal é rebaptizado Portunhagabaú.
________________________________________
Espectáculo para maiores de 16 anos
24 de Setembro a 2 de Novembro (Interrompe a 12 de Outubro)
4ª a Sábado _ 21h30 / Domingo _ 19h00
Local a anunciar brevemente (acreditamos)
_____________________________________________
Normal _ 10€
Estudante e maiores de 65 anos _ 5€
Grupo de 10 ou + pessoas _ 4€
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Extensão do FITEI em Coimbra: ORESTÉIA, o Canto do Bode - Folias d' Arte (São Paulo)
ORESTÉIA, o Canto do Bode
O porquê de fazermos hoje a trilogia trágica grega escrita mais de 2500 anos atrás?
Bem, somos uma companhia de teatro que comemora dez anos de existência. Dez anos de um teatro latino-americano que tem em seu corpo mais de trinta integrantes é como completar oitenta anos de vida. E estes oitenta anos nos levam a procurar entender de onde viemos e para onde vamos. O resultado é que interpretando a nós mesmos, nos referimos aos teatreiros, corpo social a que pertencemos, cenografando o pais onde nascemos, na perspectiva do continente a que pertencemos.
A “Orestéia” de Ésquilo, é constituída das peças “Agamenon”, “Coéforas” e “Êumenides”. As três juntas tratam da formação do estado grego democrático como temos notícia, através da passagem da justiça de sangue, o famoso olho por olho, para a justiça de estado ou da civilização.
A história é simples: Agamenon, rei grego, para fazer a guerra aos troianos deve sacrificar sua filha Ifigênia, fazendo uma oferenda aos deuses para que eles permitam que os ventos soprem e conduzam seus navios em direção à Tróia. Dez anos depois, na volta do rei vitorioso na guerra de Tróia, sua mulher Clitemnestra o mata, ajudada pelo amante, Egisto, e instala a tirania.
A segunda peça, “Coéforas” narra a volta do filho de Agamenon e Clitemnestra, Orestes, à terra natal para vingar o pai, assassinando o casal que tomara o poder e assim libertando o povo.
Na terceira peça “Orestes” é perseguido pelas Fúrias, divindades encarregadas da punição dos crimes de sangue, até ser julgado por um tribunal instituído pela deusa Palas-Atena.
As três peças nos falam por paralelo e analogia, a respeito da constituição do continente latino-americano na contemporaneidade:
- é assim que aqui, a primeira delas tratará do populismo dos anos 50 e 60; a segunda das ditaduras dos anos 70 e 80; a terceira da redemocratização a partir das últimas décadas do século XX.
O fio que usamos para esta costura é o teatro e seus derivados (o rádio, o cinema, a televisão) e o papel que o artista teve e tem no imaginário do país nos últimos oitenta anos.
Divirta-se!
Folias d' Arte
________________________________________
Espectáculo para maiores de 16 anos
20 e 21 de Junho às 21h30
Teatro da Cerca de São Bernardo - Pátio da Inquisição
________________________________________
Normal _ 10€
Estudante _ 5€
O CENDREV apresenta: Memórias de Branca Dias

No âmbito da parceria estabelecida entre O Teatrão e o CENDREV - Centro Dramático de Évora, a companhia alentejana apresenta nos dias 5,6 e 7 de Junho, pelas 21h30, no Museu dos Transportes, o espectáculo Memórias de Branca Dias, de Miguel Real com encenação de Filomena Oliveira.
MEMÓRIAS DE BRANCA DIAS
Adaptação dramatúrgica do romance de Miguel Real
Com uma existência entre a História e a Lenda, considerada uma das matriarcas do Pernambuco, Branca Dias é, no século XVI, no Brasil, símbolo do povo miúdo português no Novo Mundo, evidenciando o lado popular do heroísmo quotidiano, exultante e aziago, miscigenador e dizimador, generoso e rapace dos primeiros colonos portugueses no Brasil. É sábado. Está muito calor. Estamos em Olinda, no Pernambuco brasileiro do séc. XVI, em casa de Branca Dias, portuguesa cristã-nova de Viana da Foz do Lima. Denunciada pela própria mãe e pela irmã, é presa pela Inquisição em Lisboa, de onde parte clandestinamente com sete filhos, para o Pernambuco. Com Diogo Fernandes, seu marido, constrói Camaragibe, um dos primeiros engenhos de açúcar do Pernambuco, onde cria os seus onze filhos, e onde permanecerá dez anos depois da morte do marido como a primeira senhora de engenho do Brasil. Vende Camaragibe para se instalar em Olinda, onde se torna mestra de meninas, criando a primeira escola de costura e de cozinha. Entre as três orações do dia, Branca Dias recorda e revive os principais momentos e pessoas da sua vida.
________________________________________
Espectáculo para maiores de 12 anos
5, 6 e 7 de Junho às 21h30
Museu dos Transportes
________________________________________
Normal _ 8€
Estudante _ 5€
Grupo de 10 ou + pessoas _ 3€
