terça-feira, 13 de maio de 2014

Dançar loucamente

Os loucos anos 20 agitam Coimbra e garantem uma viagem alucinante ao som do Jazz!

BALL ROOM anos 20/30 (Dança/Música)
Integrado na Semana Aberta do Jazz organizada pelo Conservatório de Música de Coimbra
Sala Grande | 17 de maio | sábado | 21h30 | Entrada: 3 euros

LINDY HOP (Workshop)
Orientado por Filipa Portela
Sala de Grande | 17 de maio | sábado | 10h-13h | M12 | Inscrição: 5 euros (inclui entrada no Ball Room)

Para acompanhar o alegre tempo primaveril que se instala agora, O Teatrão e o Curso Profissional de Instrumentista de Jazz do Conservatório de Música de Coimbra proporcionam à cidade uma experiência única: viver o que nunca nenhum de nós viveu, isto é, realizar uma viagem no tempo e aterrar num dos famosos bailes dos grandes salões Nova Iorquinos. A "expedição" será feita na Sala Grande da OMT e terá como banda sonora temas incontornáveis dos notáveis Benny Goodman ou Duke Ellington. O figurino dos participantes tem que ser a rigor e cada um deverá apresentar-se com indumentária inspirada nos anos 20 e 30 do século passado.

Antes disso, e para que não haja desculpas para ficar encostado(a) à parede durante toda a noite, haverá de manhã um workshop de Lindy Hop, orientado pela atriz e bailarina Filipa Portela, que ensinará os passos essenciais de Lindy Hop a pares e a coreografia Shim Sham. Mais tarde, no baile, todos poderão pôr em prática o que aprenderam! O preço de entrada no Ball Room é de 3 euros, mas quem frequentar o workshop de Lindy Hop (5 euros) tem entrada garantida no Baile.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Desnovelar histórias

Para além do espetáculo CabraCega e do workshop a ele associado, a atriz Ana Madureira traz também a oficina NOVELOTECA, para maiores de cinco anos, e pensada para duplas geracionais, ou seja, pais e filhos e avós e netos. Num encontro para dobar, há histórias para contar, pois soltando-se o fio da meada, solta-se o fio da conversa!

Dos novelos surgem novelas, e delas os livros que habitam a Noveloteca. Ana Madureira diz-nos como começou esta históra da Noveloteca: "desde há quatro anos que venho enrolando novelos com muitas pessoas, não porque precise de trabalhar a lã, mas porque preciso de inventar maneiras de me enlaçar nelas, nas pessoas, emaranhar-me nos seus mundos. É que aí eu vejo toda a poesia possível da vida. E gosto de registá-la em histórias simples, nuas, de formato pequeno, para a não esquecer. Deste prazer fiz uma peça que se chama Noveloteca. É uma atividade que levo a escolas, bibliotecas, festivais, feiras, casas, barcos, jardins, e em que toda a gente pode participar. Basta encontrar uma pessoa e abrir os braços para acolhê-la a ela e à meada de lã, que dobarão juntas. No final, num livro em branco, escrevem e ilustram o encontro. Pois que soltando-se o fio da meada, solta-se o fio da conversa."

Uma oportunidade única para pais, filhos, avós e netos (se) descobrirem e às histórias que só estão à espera de uma meada de lã para sair cá para fora!

NOVELOTECA (Workshop)
Workshop que junta duas gerações (pais e filhos, avós e netos)
Orientação: Ana Madureira
Sala de Ensaios | 17 de maio | sábado | 10h-13h | M5 | Inscrição: 10 euros por dupla

Uma Mulher em Viagem

CABRACEGA (Teatro)
Projeto-Satélite Circolando
Criação Coletiva | Encenação de Pedro Fabião
Sala Grande | 16 de maio | sexta | 21h30 | Maiores de 12 anos

CABRACEGA (Workshop)
Orientação: Ana Madureira, com colaboração de Vahan Kerovpyan
Sala de Ensaios | 17 de maio | sábado | 10h:13h – 15h:19h | M18 anos | Inscrição: 25 euros

©Hugo Valter Moutinho

A companhia portuense Circolando existe desde 1999, sempre sob a direcção artística de André Braga e Cláudia Figueiredo. Com presença nos mais variados festivais internacionais e em cidades da Europa, Ásia e América do Sul, a Circolando procura, no seu trabalho, um diálogo intenso entre a dança e o teatro, não deixando também de fora o forte contributo da poesia, artes plásticas, música e vídeo.

Paralelamente, a Circolando vem desenvolvendo projetos comunitários que fazem do território e das pessoas que os habitam a principal matéria criativa e, além disso, tem criado projetos de artistas associados - os chamados Projetos-Satélite, que permitem o acolhimento de artistas em residência de criação, ações de formação dentro e fora de portas, a partilha de recursos, saberes e universos e a potenciação de novos e inesperados encontros.

É precisamente um desses Projetos-Satélite que a Circolando traz ao Teatrão. Com interpretação e criação musical de Ana Madureira, CabraCega apresenta-nos uma mulher sozinha, em viagem. Contudo, se ao seu lado não está ninguém, dentro de si há um mundo de feitiços, seres imaginários, estranhas vozes e um emaranhado de fios antigos que insistem em acompanhá-la. Além disso, traz na mala a vontade de amor e os legumes da sua avó. Perante este mundo aparentemente obscuro, como chegar ao seu coração, ao coração da mulher, e desvelar as finas camadas daquele imaginário? Como descobrir o desencontro com o ser amado, o confronto com as ilusões, a perda da inocência e, ao mesmo tempo, o fio que a liga a um passado geracional de outras mulheres, a herança das histórias que se transmitem e perpetuam pelo sangue e do qual se revela, em simultâneo, um desejo de libertação?

Transportando-nos para um lugar interno, situado algures entre o sonho e a realidade, CabraCega é um solo de teatro que junta a poesia do movimento à intimidade do som e que foi construído como no jogo da cabra-cega, isto é, apalpando a matéria, no escuro. Um processo de pesquisa sobre o não dito, a sombra, os segredos encerrados numa biografia e que, por isso, O Teatrão decidiu acolher, visto encontrar nele linhas de investigação que aproximam ambas as estruturas.

Além disso, e como já vai sendo habitual n'O Teatrão, em que a vinda de alguns espetáculos proporciona novas e diversificadas experiências formativas, a presença de Ana Madureira em Coimbra é ocasião para oferecer à cidade um WORKSHOP DE TEATRO para maiores de 18 anos, realizado a partir da dramaturgia sonora de Cabra-Cega. Neste workshop, o músico Vahan Kerovpyan junta-se a Ana Madureira para um trabalho de exploração de qualidades físicas, vocais, emocionais e da imaginação, que permitem enriquecer o sentido da presença de cada um em cena e da permanente relação consigo mesmo, com o outro e com o público.

Ana Madureira é atriz e ilustradora. A sua formação inclui sessões de trabalho com vários artistas como Sofia Neuparth, Yumi Fujitani, Sergey Kovalevich e Natalka Polovynka (no Instituto Grotowski, Polónia). Colabora com a companhia Circolando desde 2007 e integra o ClownLaboratori Porto desde 2012. Guia projetos comunitários onde, através do teatro, dança e ilustração, cria a partir de material biográfico. A música (sobretudo composição e canto) tem sido um elemento central da sua prática artística, e presentemente partilha com Vahan Kerovpyan o dueto Lav Lur.

Vahan Kerovpyan é músico. Integra vários projetos musicais e faz o acompanhamento de cantores e contadores de histórias. Como ator, trabalhou com a companhia de teatro Un soir ailleurs e o coletivo L'enjeu a des ailes. Atualmente integra o dueto Lav Lur, o projeto-satélite da Circolando CabraCega, colabora com a companhia de dança Kerman, em Paris e com o instituto Grotowski e a companhia Teatr Zar, na Polónia, como músico e formador. 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Do mundo para o palco

A comemoração dos 20 anos d'O Teatrão continua a inspirar o nosso caminho e a fazer desta companhia um polo festivo e agregador de diferentes estilos, públicos, artes e ofícios. Os meses de maio e junho, de manjericos e sardinhas cheirosos, explodem n'O Teatrão como autênticos bailes populares que juntam portugueses e estrangeiros de várias idades e origens artísticas.

São oito enérgicas semanas que incluem um projeto-satélite dos Circolando (um dos mais relevantes projetos nacionais de criação artística), a que se segue um workshop de teatro com Ana Madureira para maiores de 18 anos e o atelier "Noveloteca", onde pais, filhos, avós e netos podem desnovelar as suas próprias histórias; o sempre bem-vindo Leirena Teatro; o universo poético do genial andaluz Federico Garcia Lorca (pelos alunos de Teatro e Educação da ESEC) e as aventuras dos alucinantes Nanu, o Urso Polar e Fana Fox, a Raposa do Deserto, que nos fazem uma curta visita. A música e os "bailaricos" também não faltam, com o jazz dos alunos do Conservatório, os chilenos Denver, um espetáculo de tango e um inédito baile anos 20/30 (com figurino a rigor!), precedido de um workshop de "lindy hop".

O Teatrão continua, ainda, a aprofundar a sua relação com parceiros locais, regionais e internacionais: em maio, co-organiza a Conferência Internacional "Mapping Culture: Communities, Sites and Stories", com o CES, e no qual pretende lançar o projeto ARTÉRIA - uma rede de intervenção artística, social e académica a implementar com autarquias e instituições culturais e de ensino de oito cidades da Região Centro; em junho, organiza o Seminário "Intervenção comunitária em zonas urbanas", no qual reúne jovens de cinco países europeus para discutir possibilidades de intervenção artística nas comunidades em espaços arruinados, problemáticos ou sem projeto.

Se "o mundo inteiro é um palco", nestes meses O Teatrão inverte a ordem dos fatores e faz da sua casa o palco onde cabem muitos mundos, atividades e gentes de várias idades e nacionalidades. Junte-se a nós!


terça-feira, 6 de maio de 2014

X Mostra de Teatro Escolar

Numa organização da Escola Secundária Jaime Cortesão, da Escola Secundária com 3.º Ciclo Quinta das Flores e do Nova Ágora – Centro de Formação de Associação de Escolas, alunos e professores de escolas da região Centro juntam-se para apresentar e assistir a espetáculos de teatro ensaiados durante o ano letivo.

X MOSTRA DE TEATRO ESCOLAR (TEATRO)
Sala Grande | 5 a 9 de maio | segunda a sexta | entrada livre

"Completamos estes 10 anos, reafirmando a aposta da Mostra de Teatro Escolar que é a de dar a conhecer, aos alunos das escolas participantes e ao público em geral, os trabalhos teatrais produzidos dentro dos muros da Escola, alertando para o poder formativo, intelectual, social e humano do Teatro.

A Mostra de Teatro Escolar de Coimbra envolve todos os anos uma média de 15 escolas da região Centro, compreendendo grupos de Ílhavo, Seia, Tondela, Alvaiázere, Cantanhede, Soure ou Lousã, além dos de estabelecimentos de ensino do concelho de Coimbra, entre colégios e escolas públicas do Ensino Básico e Secundário. Na presente edição, assinalando-se os 10 anos da Mostra, participarão ainda grupos de outras regiões do país. Cada escola que adere à iniciativa assume o compromisso de participar, não só com o seu grupo de teatro, mas também com cerca de 100 alunos, que assistirão a um espetáculo de teatro apresentado por colegas de outras escolas. Durante a semana da Mostra passam assim pelo espaço da Oficina Municipal de Teatro quase dois mil jovens, representando e assistindo às representações teatrais, para além das dezenas de professores envolvidos e familiares.

Este projeto visa promover a cultura, a arte e o teatro como elementos estruturais da personalidade dos jovens e como complementos da sua formação académica através da montagem, apresentação e sua participação nos espetáculos da Mostra de Teatro Escolar de Coimbra. A Mostra tem ainda em vista a criação de públicos para o teatro e as artes performativas em geral, trazendo aos espetáculos alunos, Pais e Encarregados de Educação e público em geral.

Do ponto de vista da comunidade educativa, o projeto fomenta a inovação dos estabelecimentos de educação e ensino associados e o intercâmbio e divulgação de experiências artísticas e teatrais e dá resposta às necessidades de formação do pessoal docente responsável pelos grupos e clubes de teatro das escolas participantes, criando canais de colaboração e partilha entre os agentes artísticos e os docentes e discentes. A iniciativa, apesar da associar as vertentes educativa e artística, não tem recebido apoios do Ministério da Educação e Ciência nem da Secretaria de Estado da Cultura. Tem resistido nos últimos anos, apesar da escassez de apoios, mercê da cotização financeira das escolas participantes, que assegura os custos logísticos, do acolhimento à iniciativa por parte d'O Teatrão, que garante o espaço e o apoio técnico, e do suporte da Câmara Municipal de Coimbra relativamente ao transporte dos alunos das escolas do concelho."

A organização da X Mostra de Teatro Escolar